Se recordar é viver, então recordemos! --- Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores tristes de um passado já distante!
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
Textos


O Velho Castanheiro
(Uma Ode ao Magusto Transmontano - Um Poema de Silvino Potêncio)



(esta foto foi gentilmente cedida perlo Amigo Videira Félix e mostra um Velho Castanheiro ainda cheio de ouriços com castanhas)

Um Castanheiro  Velho...
Está lá abandonado o tronco de um Castanheiro!
Há quantos anos foi plantado,  
Só Deus o sabe por inteiro.

Quantas castanhas nos deu,
Está  ali na Horta das Leiras!...
E depois  que ele morreu,  
Ele agora só tem Giestas por companheiras.
São flores amarelas por todo o lado,
Eu penso que são carpideiras,
As que lhe fazem companhia,
Tristes e  silenciosas elas choram  noite e dia.
E o tronco morreu de velho e cansado,
Ali repousa ao Deus dará...
Um Castanheiro abandonado,
Em volta do Povoado...
Ele lá está amortalhado!

Tenho saudades das Castanhas,
E dos ouriços  que ele nos deu um dia!    
Dos frutos que tu me déste...
 - Todos doces!
Nenhum agreste, ... eu comi e degustei,

Na sombra da tua rama onde eu brinquei,
Era eu ainda e só uma criança,
Hoje só vejo o amarelo da Giesta,
E restolho de um verde desmaiado
Já sem qualquer réstea de esperança!
Está lá abandonado...
O tronco do Castanheiro!

Que um dia foi  pródigo em criação,
Ali na horta das Leiras,
Aonde fazíamos tantas brincadeiras,
No verão por entre as Mêdas das Eiras,
É triste de doer o coração.
 
(in: POESIAS SOLTAS De: Silvino Potêncio)
Verão de 2014

Uma versão em Mirandês:
De: Silbino Poténcio >  Un Castanheiro Bielho!
 
Un Castanheiro  Bielho...
Stá alhá abandonado l tronco dun Castanheiro!
Hai quantos anhos fui plantado, 
solo Dius l sabe por anteiro.
Quantas castanhas ne ls dou,
Stá  eilhi na Horta de las Leiras!...
I depuis  qu'el morriu, 
El agora solo ten Scobas por cumpanheiras.

San flores amarielhas por to l lado,
You penso que son carpideiras,
Las que le fázen cumpanha,
Tristes i  silenciosas eilhas choran  nuite i die...
I l tronco morriu de bielho i cansado,
Eilhi repousa al Dius dará...
Un Castanheiro abandonado,
An buolta de l Poboado el alhá stá amortalhado,

Tengo suidades de las Castanhas,
I de ls pelhiços  qu'el ne ls dou un die!  
De ls fruitos que tu me déste,
 - Todos doces! Nanhun agriste ... you comi i degustei
Na selombra de la tua rama adonde you brinquei
Era you inda i solo ua nino,
Hoije solo beijo l'amarielho de la Scoba,
I restolho dun berde çmaiado
Yá sin qualquiera raça de sperança!
Stá alhá abandonado l tronco de l Castanheiro!
Qu'un die fui  pródigo an criaçon
Eilhi na horta de las Leiras,
Aonde faziemos tantas brincadeiras,
Ne l berano por antre las medas de las Eiras,
Ye triste de doer l coraçon.
 
(in: POESIAS SOLTAS De: Silbino Poténcio)
Berano de 2014
 
Ye Tiempo de Castanhas... i outras nun hai eiguales a las de l Reyno Ancantado de Trás Ls Montes i Alto Douro!


Nota do Autor: a foto original foi tirada no quintal da casa da Minha Saudosa Irmã, que Deus me levou e já lá tem em Paz. A música de fundo foi um presente pessoal do Excelso Amigo Dr Alvaro de Jesus, quando nos encontrámos no Porto em 2011.  
 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 31/08/2010
Alterado em 28/09/2018
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