A cultura de um POVO não pode, não deve NUNCA! se submeter a ideologias politicas ou partidárias!pois que inspiração ou intelecto criativo não se compra nem se se vende, é como o amor, já vem do berço! (Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
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De: Silvino Potêncio... Vamos Lavrar na Língua de todos nós!
 
Ariano Suassuna, (data vênia) Escritor, Educador Brasileiro, recentemente falecido, deixando assim a sua Cadeira de Imortal na Academia Brasileira de Letras desfalcada de um Grande Romancista, verdadeiro artífice da palavra e Formador de Opinião, ele  dizia que a Língua Portuguesa é a linguagem mais sonora e musical do mundo!...
Daí a necessidade de expressá-la com as suas nuances das ruas, com os seus personagens mais populares,  e sem aquela fastidiosa gramática que ajusta as curvas da língua!
Há muitos anos atrás,  quando eu comecei a colaborar com as minhas crônicas em alguns Jornais Regionais,  principalmente aqueles ligados à Emigração Lusa no Brasil do Século Vinte, ou talvez pelo facto de eu não ser Jornalista – nunca fui e nunca o vou ser!... vários leitores me criticavam pela minha falta de sintaxe, pelas minhas falhas crassas na fonética, a mais das vezes propositalmente elaboradas quando escritas em consonância com os termos ouvidos da populaça em conversas coloquiais e, sobretudo, na formação de muitos trocadilhos, também elaborados da minha única e exclusiva arte escritural, ainda que por demais modesta e totalmente desconhecida, os quais passavam a requerer uma nova lida pelos verbetes que eu usava.
A língua Portuguesa tem assim destas coisas: primeiro faz-se uma decomposição da palavra completa, que é cheia de sufixos, prefixos, pós-fixos, complementos, verbos, pronomes, etc e tal e coisa!...depois juntam-se todos os ditongos, alguns pernilongos (sim!... porque quando as coisas ficam muito tempo em decomposição, cria-se ali uma auréola de mosquitos, moscas e outras criaturas pestilentas que,  só fogem quando se usa uma boa catramonzelada para as espantar) e finalmente surge um verbete que os coitados dos aprendizes de Português, eles sofrem as mui “estressantes” (oh minha Noxa Xeñora da Composição Gramatical ajudai-me aqui a convencer a plebe de que este “estrangeirismo” nada mais é do que um simples sinônimo de “fatigante”... mas dizia eu; os mártires aprendizes da Língua em Pessoa,  eles sofrem como nós sofríamos ao decompor Camões, Garrett, Gil Vicente, ou até mesmo o Ti Alexandre Herculano,  que se deleitava todo ao ler Poemas do inolvidável Casimiro de Abreu e de vez em quando recorria a Machado de Assis para o inspirar na história de novas “catramonzeladas” para o então Emigrante mais acutilante da Literatura Luz & Tana (eu escrevo assim porque o Ti Eça de Queiroz ele brilhava muito na cidade Luz, e depois de tanto brilhar, se lhe acendeu a ele mesmo uma luz com um brilho eterno que ainda vai durar muito para se decompor)...
- Mais recentemente,  e depois de eu publicar algumas dessas minhas crônicas (da Emigração)  na rede social virtual chamada de “feice buque”,  em detrimento do nome original da Língua Inglesa “Face Book” eu recebi críticas – algumas até com certo ar de azedume - dos Intelectuais  Lusitanos. Com sempre, costumeiramente  muito avessos a novas nuances, novas formas de falar e escrever, novas maneiras de nos fazermos entender na sociedade em que vivemos, fora de portas espalhados que somos por esse Mundo de Deus há séculos!...
E eles,  os pseudo puristas da Língua me acusaram tão veleidadamente de eu apenas escrever “estas veleidades”!... que seja, e daí?  
São termos aos quais eu apelido de vários nomes e sinônimos, homônimos e antônimos  subjectivamente relativados à decomposição literária da palavra original... idem, idem, aspas, aspas... que sejam, e daí?
Assim,  e a título de exemplo, um dos meus volumes das minhas crônicas da Antologia “Crônicas da Emigração” tem por título “Catramonzeladas Literárias” da língua de todos nós, aqueles que temos por Pátria a Língua Portuguesa.   
- Tal como está inserida no livro homônimo deste título, a explicação genérica e bem simples é: dar uma “catramonzelada” na língua é utilizar,  em forma (dês)figurada, uma tremonzela e o que será uma tremonzela?!
Na maioria,  os “Doutos” que me criticaram certamente nunca a viram e por isso a ignorância será maior ainda da parte deles, como maior será também a aceitação ou rejeição de tais “veleidades” para então serem absorvidas e incorporadas no seu saber unipessoal!...
Afinal,  gente culta e socialmente bem instruída, sobretudo excelentemente e intelectualmente bem posicionada nas suas respectivas “Cátedras” ela não admite desconhecidos usuários da língua para expressar factos ou eventos novos nunca jamais estudados por eles!
– Não!... não, não “siô” !... Xô Doutô  voismecê me diga uké kisso é!?...
Quem usa a “tremonzela” é o Ti Zé da Mula Russa,  quando vai lavrar a terra para plantar batatas e se a Mula lhe dá um coice, ele lhe dá logo uma “catramonzelada” ... eis portanto o cerne da questão; fui lavrar textos em Língua Portuguesa numa seara de palavras totalmente novas. Num campo de terrenos baldios, totalmente de belouto,  há muitas décadas, já que depois que a Emigração se tornou um novo e exíguo modo de vida ao Português mais comum, aquele que não sabe falar nem escrever a não ser por meio de “calinadas”, “ firulas”, “corruptelas” ortográficas... verdadeiras glosas e trocadilhos fonéticos que aqui são  sonoramente atirados ao chão para germinarem novas raízes e novos frutos para o engrandecimento da participação universal da Cultura Lusitana a esses a cátedra não reserva lugar na “Estranja”!... non já mé!
Em outras palavras, cultivar a Língua através do uso de uma “alfaia agrícola” é neste caso dar uma catramonzelada na cultura de todos nós em forma de “veleidades” e alegorias simplórias.
Adeus Mestre “Suassuna” e obrigado pelas muitas catramonzeladas apreendidas do seu fértil campo lavrado na língua de todos nós...
Silvino Potêncio
Emigrante Transmontano em Natal/Brasil  

 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 11/08/2014
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