A cultura de um POVO não pode, não deve NUNCA! se submeter a ideologias politicas ou partidárias!pois que inspiração ou intelecto criativo não se compra nem se se vende, é como o amor, já vem do berço! (Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
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Somos um Povo de "Brandies & Costumes"


De: Silvino Potêncio >>> Va Pensiero... Va!

Quando escuto o velho jargão “ cada POVO tem os Governantes que merece”, logo me vem à ideia a Música de fundo da famosa Ópera de  Verdi, um compositor Italiano  do Século XIX, cujo título “NABUCO” – também ficou conhecido pelo verso original “Va Pensiero”.
Verdi se inspirou na época da unificação da Itália que, lá pelos idos de 1840 se libertou, ou pelo menos tentou sair da escravidão politica, econômica e estratégica dos Habsburgo,  em alegoria patriótica à saída dos Judeus do Egito e pelos 40 anos que vaguearam pelo Deserto até encontrar a Terra Prometida.
Cerca de 150 anos depois comemorou-se este evento cultural e patriótico na presença do agora famoso Politico Milionário Italiano...
- Pensando na situação da nossa Pátria nestes ultimos 40 anos a atravessar o deserto de “Al Kuchete” com os olhos postos no sinal dos Montes eu escrevi estes pensamentos...    iiii aatãon lá bai um texto do meu Amigo Dr Nuno Tavares – suponho que muitos Portugueses vão ouvir e reflectir, como eu reflectia quando ouvia esta música como lema do Partido Liberal (ideologias à parte... pois que, pessoalmente, eu não me envolvo nunca jamais com Partidos ou Quebrados ou Falsos Paladinos de uma Democracia hipócrita espalhada por esse mundo fora debaixo de uma máscara de “xuxialismo” oportunista – em Portugal foi instalado há mais de 40 anos!!!...  Isso, por certo, nos  lembra aqui alguma coisa???)
  “CORO DOS ESCRAVOS”, DA ÓPERA “NABUCO”, DE VERDI :
No dia 12 de Março de 2011, a Itália festejava os 150 anos de sua criação - ocasião em que a Ópera de Roma apresentou a ópera “Nabuco” de Verdi, símbolo da unificação do país, que evocava a escravidão dos Judeus na Babilônia - uma obra, na época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840), não só de alto valor musical, mas também de grande carga política.
Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro RICCARDO MUTTI. Antes da apresentação o Presidente da Câmara de Roma, Gianni Alemanno, ex-ministro do governo Berlusconi, discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura, o que contribuiu para politizar ainda amais o evento.
Como Mutti declararia à TIME, houve, logo de início, uma ovação inabitual - clima que se transformou numa verdadeira "noite de revolução" quando, ao iniciar os acordes do coral "Va pensiero" (o famoso hino contra a dominação), sentiu uma atmosfera de tensão.
Há situações que não se podem descrever, mas apenas sentir ; o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino, clima que se transforma em fervor aos primeiros acordes do mesmo, a reação visceral do público quando o côro entoa - "Ó minha pátria, tão bela e perdida” …
Ao terminar o hino, os aplausos interrompem a ópera - e o público manifestando-se com gritos de "bis", "viva Itália", "viva Verdi".
Não sendo usual dar bis durante uma ópera, e embora Mutti já o tenha feito uma vez em 1986, no teatro La Scala de Milão, o maestro hesitou - pois, como mais tarde disse, "não fazia sentido um simples bis, tinha de haver um propósito particular".
Uma vez que o público já tinha manifestado o seu sentimento patriótico, o maestro voltou-se no púlpito e encarou o público, e com ele o próprio Berlusconi ; fez-se um silêncio impressionante e, reagindo a um grito de "longa vida à Itália", disse :
"Sim, longa vida à Itália [aplausos] ; mas ... já não tenho 30 anos e já vivi a minha vida ; como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto, aquiesço ao vosso pedido de bis para o Va Pensiero. Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque esta noite, enquanto dirigia o coro que cantava "Ó meu pais, belo e perdido", eu pensava que, a continuarmos assim, mataremos a cultura sobre a qual assenta a história da Itália. Neste caso, nós, a nossa pátria, será verdadeiramente "bela e perdida". [aplausos retumbantes, inclusive dos artistas da peça] Reina aqui um "clima italiano"; eu, Mutti, calei-me por longos anos. Gostaria agora ... Deveríamos dar sentido a este canto ; como estamos em nossa casa, no teatro da capital, e com um coro que cantou magnificamente e que é magnificamente acompanhado, se fôr de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos."
A ópera de Roma levantou-se em peso, o coro também. Foi um momento magnífico na ópera : um momento intenso e de grande emoção para os apaixonados pela liberdade !!!
Agora, não deixem de ir ver e ouvir, no link abaixo indicado : demora pouco mais de 8 minutos, mas vale a pena !!!
E porquê não recomendar ao POVO de PORTUGAL... Va Pensiero!!!
PORTUGAL É ETERNO! ....Porém hoje somos apenas um "POVO DE BRANDIES & COSTUMES"...
Vamos à Taberna tomar um "Brandy" e depois "costumamos ir à BOLA " aos Domingos quando não chove!  Até breve, e nunca se diga adeus para sempre!

Silvino Potêncio/Emigrante Transmontano em Natal-Brasil
 

 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 07/10/2014
Alterado em 24/10/2016
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