O tempo é ouro!... e por isso eu agradeço a todos, Amigos e Leitores, por dividirem o vosso aqui comigo. E acrescento um pensamento do meu Livro - O ouro é como o amor; mata quem o guarda e vivifica quem o dá. (Gibran Khalil Gibran)
CapaCapa
TextosTextos
ÁudiosÁudios
E-booksE-books
FotosFotos
PerfilPerfil
Livros à VendaLivros à Venda
Livro de VisitasLivro de Visitas
LinksLinks
Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
Textos


 
O Trem do Fòrrò!
 
Nós fomos dançar o fórrò,
No Trem de Ceara Mirim...
Na ida p’ra Festa eu fui só,
Na volta, alguém se atracou em mim! 
 
Foi uma tal de atracação,
Que o trem parou p’ra ouvir,
As palmas do meu coração...
Nesta festa do “ir e vir”!
 
É um vai e vem da moléstia,
Que atrai até os olhares,
Da luz da gente, nem réstia...
E lá se formaram os pares!
 
São dois p’ra lá e dois p’ra cá,
Como se fosse um bolero...
Mas o ritmo é p’ra dançá,
Forró,...e se tu quer, eu quero!   
  
O trem saiu devagar,
Porque ainda estava frio,
Mas começou a esquentar...
Logo depois de atravessar o Rio!
 
Pouca terra , pouca-terra!...
Cantavam as rodas da festa.
A viagem do trem foi à guerra,
E a turma terminou em seresta.
 
Lá chegamos em Ceara Mirim,
Já cansados mas dispostos,
A banda tocava um chinfrim,
De dar um calor nos rostos...
 
No ritmo do São João,
Nós  saímos chacoalhados,
Eram uns c’ua mão na mão,
E outros c’us olhos trocados!...
 
Eita... trem bão que nem este!...
Vamos dançar todo o ano,
Um forró do  “caba da peste”,
- Qui  inté a dar os passu eu m’ingano!
 
Vamo lá intão di novo...
São dois p’ra lá dois p’ra cá!
Faça assim como todo o povo!...
Um forró vamos dançá!!!... 
(in: Poesisas Soltas – Junho/2010)
Autor: Silvino Potêncio – Emigrante Transmontano em Terras Potiguares

 
Nota de Rodapé:  Estas quadras são a minha homenagem aos Poetas Potiguares com Destaque para a Amiga Poetisa Lucia Helena Pereira,Ceicinha Camara, Juvenal Antunes, Nilo Pereira, Madalena Antunes, Pedro Simões,Ciro Tavares,  e outros naturais da Vale do Ceará Mirim nos arredores de Natal.
Há várias maneiras de comemorar as datas dos Santos Populares que, no Brasil, são conhecidas por Festas Juninas dedicadas a Santo António + São João + São Pedro... e daí nós fomos ao "Fórró em Ceará Mirim"!... mas antes vos deixo este texto a título de intróito:
O verbete “Fòrró” – escreve-se assim mesmo!,... escrito desta forma com acento agudo e grave, para não confundir com outras palavras de significado diverso como exemplo “forro” ou “fórro”, ou ainda “fôrro” - "Fórrò" é uma palavra incorporada ao Português que se fala na região Nordeste do Brasil a partir dos anos 50 do século vinte.
Trata-se duma forma apocopada em forma de corruptela fonética da tradução do Inglês “for all” que se entende “para todos”!... e porquê?
Durante a ocupação do solo Brasileiro das Tropas Aliadas na região de Natal, ali se estabeleceu a maior base aérea aliada que servia de trampolim para enviar homens e armas para a frente de Batalha contra os Alemães, principalmente no Oeste Africano, no Norte de Africa e região do Mediterrâneo.
O Comando da Base proporcionava momentos de lazer aos seus Combatentes Estrangeiros, na maioria Americanos em passagem pela Base. Geralmente aos fins de semana com entrada restricta a Oficiais e Sargentos e Praças aos dias de semana, porém aos Domingos, a entrada era franca para todos... Assim, era colocado um Cartaz “FOR ALL”.
- Daí surgiu o “estrangeirismo” dos nativos locais que ao pronunciarem “fór ól” durante anos, eles o incorporaram ao linguajar local como sendo “Fórrò” e hoje se tornou comum aos usuários da Lingua Portuguesa, sem qualquer necessidade de se fazerem acordos ortográficos nem convenções.
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 13/06/2015
Alterado em 19/06/2016
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários