A eternidade de cada texto ou até um livro, é a sequente futura ação do escritor que abriu o cenário com apenas uma letra. Por isso vos digo que a minha vida era um Livro aberto com as folhas soltas ao vento. De súbito, e não mais que de repente, aos 25 anos de idade, veio um tufão chamado Descolonização!... (Silvino Dos Santos Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
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"Acróstico" é um tipo de texto em prosa ou verso, cujo parágrafo começa sempre por alguma letra do título ou relacionado com o nome que enforma o respectivo tema. Nos últimos meses do meu tempo de Serviço Militar, todos nós só pensávamos na passagem à "disponibilidade"  e esta era a palavra que não me saía do pensamento e por isso eu a incluí neste meu primeiro livro de "POEMAS DE ANGOLA"!... Oportunamente, e por sugestão de alguns camaradas daquela época, eu encaminhei um original deste poema para publicação no Jornal do Exército que,  todavia foi recusado! (creio eu que o Director  de então interpretou isto técnicamente não publicável) Todavia, como já estava no roteiro do meu livro, ao relembrar esses anos, me sinto confortado em ler estas recordações!    




Durante longos 42 meses eu vesti a Farda do Exército Português e assim cumpri o meu dever de cidadão. Ao longo desse tempo eu escrevi centenas de Cartas (aerogramas) dos quais eu não guardei um só!... não que eu não os quisésse juntar todos às minhas memórias mas sim pela tempestade que se abateu sobre a minha vida e a de muitos milhôes de Portugueses com o advento da "garraiada" - uma autêntica largada de toiros vermelhos em plenas ruas da Capital do Reyno, com uma ideologia fantasiosa que fez desaparecer tudo isso na poeira do tempo e do abandono forçado de tudo quanto lá ficou. Gentes e coisas... Amigos muitos que conheci e já se foram...  e inimigos se é que eu os tinha, nunca o soube ao certo!.
​Já no final da minha missão a palavra que mais se dizia e com a qual todos sonhávamos era "DISPONIBILIDADE" ou seja; entregava-se a farda mas ficava-se em situação de "DISPONIBILIDADE" caso a Pátria precisasse de nos convocar novamente.
A Minha Caderneta Militar reza que; após cumprido o tempo de serviço Militar Obrigatório, o Estado fornecia transporte de graça para qualquer parte do Território Nacional mediante requerimento do interessado.
Com base neste disposto eu entrei no Quartel em Angola - Nova Lisboa (hoje cidade do Huambo) e entreguei a Farda em Lisboa no Terreiro do Paço!!!... iii já lá vão tantos anos.
Para não me esquecer, eu escrevi um poema que faz parte do meu Livro de POEMAS DE ANGOLA - "Eu, o Pensamento, a Rima!..."  porém ele foi rejeitado pelo Jornal do Exército naquela época... e NUNCA mais o publiquei.  
Hoje olho e vejo o que vai por esse Portugal profundo e tristemente constato que nada mudou!...
Afinal Camões tinha Razão!... nós poetas morremos com o sonho de cada novo dia! ... e por isso aqui estou em DISPONIBILIDADE até quando Deus quisér:


D.I.S.P.O.N.I.B.I.L.I.D.A.D.E. 
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Dissabores,
Infelicidades,
Sofrimentos,
Privações,
Ordens dadas...(?)
Novidades,
Inimigos aos Milhões! ...
Batalhas,
Infiltrações,
Lutas breves,
Invalidez,
Dores de Amor!...
Amargura,
Despedida é calor,
Em minha vida futura!!!...
(in: "Eu, O Pensamento, a Rima!..." Pagina 98)

Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 19/06/2015
Alterado em 23/03/2019
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