A cultura de um POVO não pode, não deve NUNCA! se submeter a ideologias politicas ou partidárias!pois que inspiração ou intelecto criativo não se compra nem se se vende, é como o amor, já vem do berço! (Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
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OS FLECHAS!...

Nem sempre se quer embarcar, quando se fala de barcos. Recentemente eu publiquei foto de um FLECHA (da minha coleção do Album “Fardamentos Militares”) e logo uma chusma de criticos, na maioria "contra" eles me questionaram; quem foram esses Terroristas? - Na minha réplica eu devolvi a pergunta e lhes fiz uma outra pergunta simples: quem fez o mais terrível terror nas Ex Colónias Portuguesas!?... antes E depois das respectivas Independencias?
As respostas foram poucas ou nenhumas!... Isso porque a maioria dos comentaristas replicantes eles sempre acham que sabem tudo. Aqui no FB então... só temos sumidades!... iii aatão lá bai>
Durante a Guerra do Ultramar, a PIDE (a partir de 1969, ano em que eu entrei para cumprimir o meu serviço Militar Obrigatório, passou a ser chamada de Direcção-Geral de Segurança (DGS)) era responsável pelas operações de recolha de informações estratégicas, investigação e acções clandestinas contra os movimentos guerrilheiros, em apoio das Forças Armadas e de Segurança. Como tal,  foi então decidido criar uma força especial armada para auxílio e protecção dos agentes da PIDE nas operações contra os guerrilheiros-terroristas que,uns mais outros menos assassinavam a população civil sem apelo nem agravo, em nome de uma Revolução que não admitia diálogo.
Os membros dos Flechas eram recrutados entre determinados grupos nativos, nomeadamente ex-guerrillheiros e membros da etnia bosquímane (khoisan). Os bosquímanos que historicamente tinham sido invadidos pelos povos Bantu não tinham qualquer problema a aliar-se aos Portugueses, dado que viam nos movimentos de libertação o Bantu invasor do seu território.
Estes eram especialmente escolhidos pelas seus conhecimentos do inimigo, pelo conhecimento do terreno,e sobretudo pelo conhecimento directo das populações locais, etc. É de salientar que os bosquímanos eram um povo caçador-recolector, logo exímios intérpretes de rastos e pistas deixadas no terreno pelo inimigo dada a sua experiência em perseguição de caça.
Esses membros nativos eram enquadrados por oficiais do Exército Português e por agentes da PIDE e recebiam treino de forças especiais.
Com o decorrer da Guerra do Ultramar os Flechas revelaram-se uma das melhores forças antiguerrilha ao serviço de Portugal, indo progressivamente alargando o seu tipo de actuação no combate ao verdadeiro Terror.
Se no início eram básicamente usados como guias e pisteiros dos agentes da PIDE, passaram posteriormente também a ser usados como forças de assalto em operações especiais.
Pelo reconhecimento do seu elevado nível de eficácia, as próprias Forças Armadas passaram a solicitar frequentemente à PIDE o auxílio dos Flechas nas suas operações.
Algumas das operações frequentemente realizadas eram as chamadas Pseudo-Terroristas, em que os Flechas, muitos deles ex-guerrilheiros, se disfarçavam de guerrilheiros inimigos, para atacarem alvos com características tais que não podiam ser abertamente atacados por forças identificadas como Portuguesas (ex.: alvos em território estrangeiro, missões religiosas que auxiliavam terroristas, bases terroristas de difícil aproximação, etc...).
Os Flechas actuaram sobretudo em Angola. Na década de 1970 começaram a ser organizados Flechas também em Moçambique mas que não chegaram a ter uma importância tão elevada.
A Organização e Equipamento foram inicialmente organizados pelo Inspector-Adjunto Cardoso, no período que ele passou nas "terras do fim do mundo"- o Kuando-Kubango. (*)
Os Flechas estavam organizados em Grupos de Combate de cerca de 30 homens. Estavam equipados com o equipamento em uso no Exército Português, mas também utilizavam muito armamento capturado aos terroristas-guerrilheiros, nomeadamente nas Operações Pseudo-Terroristas.
O seu item de fardamento mais conhecido era a Boina Camuflada que se tornou um dos seus símbolos.
 
Nota do Autor:  (absolutamente isenta de qualquer ideologia politica ou partidária)   - Recentemente o Governo Chinês concedeu um empréstimo Bilionário Confidencial a Angola,  em troca do uso de terras em Angola do tamanho aproximado da área do Kuando Kubango... Isto foi noticia na midia internacional e eu apenas perguntei: PORQUÊ confidencial???... O POVO NÃO PRECISA SABER??? Alguém me explica?!...
Pobres “bosquimanos” Angolanos!... que Deus proteja a Tribo KHOISAN porque dos homens pouca ou nenhuma proteção ireis ter nos proximos anos  
Silvino Potêncio
Ex Combatente - Ex Residente - Ex Retornado de Angola
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Comentário recebido por email:
Prezado Senhor Silvino Potêncio
Antes de tudo venho agradecer a prontidão com que me respondeu, o que aliás me honrou!
Não sou escritor, o livro que referi, publicado em 2001, foi motivado por uma crise de saúde que, felizmente, foi menos grave do que parecia!
O meu receio era partir para o Repouso Etéreo, sem deixar para os meus descendentes e amigos alguma memória da minha vida privilegiada  pela fortuna de ser um homem do mato desde tenra idade!
As pessoas nascidas e criadas em ambiente urbano, não imaginam a "Universidade" duma vida íntima com as inúmeras etnias de Angola.
Além disso, criado por meu avô paterno que foi em vida agricultor, criador de gado e caçador, fui absorvendo ensinamentos indescritíveis!
 
Esse pequeno livro de 150 páginas não passa dum resumo de seiscentas, ilustradas com mais de uma centena de imagens da melhor qualidade.
Isto, porque a luta inglória para me esquivar ao "parasitismo" dos Editores em que gastei um ano, me levou a proceder à sua Edição, evidentemente limitado pelas capacidades económicas. Assim mesmo, muita   gente gostou dessa minha modesta "obra literária" (?) para o que não estava minimamente preparado.
O que me levou a escrever-lhe foi a maravilhosa descrição dos "Flechas", na qual reconheço um autor duma honestidade e apartidarismo a toda a prova! Criado por um avô natural da Huila, explorado como todos pelos tais governos do Terreiro do Paço, crónicos parasitas de quem trabalha, posso assegurar-lhe a minha neutralidade relativa a qualquer Partido, ostentem eles a Bandeira que quiserem, dado que, quando chegam ao Poleiro, são todos "farinha do mesmo saco". O que conseguiram foi reduzir um Imperio a um miserável País de Pedintes, não deixando de rechear os bolsos de cada um dos compadres!
Um abraço de amizade a respeito
Francisco Nóbrega

 
 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 20/06/2015
Alterado em 28/06/2015
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