A cultura de um POVO não pode, não deve NUNCA! se submeter a ideologias politicas ou partidárias!pois que inspiração ou intelecto criativo não se compra nem se se vende, é como o amor, já vem do berço! (Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
Textos


De: Silvino Potêncio ... Bandidos, Banqueiros e BANIF ESTANTES!!!
 
       A honestidade se reflete mais nos actos e muito menos nos factos, que tantas vezes são adulterados pela mão dos que dela se aproveitam.(Silvino Potêncio)
 
Eu comecei a trabalhar logo cedo,  desde antes até de ir à escola, e isso fez com que eu sempre tivésse o sonho de um dia ser Banqueiro. Não aquele banqueiro que mexe com o dinheiro dos outros, rouba o quinhão dele com autorização do dono do dinheiro e... se algum dia ele for preso, ele tem reserva nos activos da “off chore” para pagar a caução. 
Mesmo assim, se o Excelentissimo Xô Doutô Juiz Meretrizimo estabelecer um pagamento muito acima do saldo da poupança que o banqueiro fez ao longo dos muitos anos de “bandidagem”  ele – banqueiro - simplesmente declara em cartório que não tem nem onde cair morto, e por isso não pode pagar!...
Para sira da “pildra”,  então o Xô Doutô Juiz compra-lhe uma pulseira do tipo Hippie-Paz & Amor,  para ele usar no tornozelo por debaixo da bainha da calça com “boca de sino” e lá vai o Banqueiro para os seus aposentos no Algarve, na Madeira... ou até mesmo no Solar Minhoto que lhe foi oferecido por um cliente abastado (aqui eu ia escrever “abestado” mas fugíu-me a caneta pra “berdade”...) e prontos, tudo resolvido.
 
Dá aquela martelada na mesa, Tchibummm!!! ...
E grita três vezes; Meirinho!
Traga o próximo banqueiro aqui para a barra do Tribunal da Boa Hora... e, depressa!...  que eu hoje tenho que ir ver o depoimento do Mourinho lá no aeroporto, percebeu?
 
Não, não!!!... não é esse o meu sonho de ser banqueiro, nunca foi!
Como eu já disse lá em cima, quando eu me sentei no banco da escola para aprender a ler e depois escrever, eu só me sentia bem naquele banco. O da minha escola Primária...
- Velhinha cumó caraças mas, ali me ensinavam tudo que eu precisava  aprender para ficar naquele banco.  
Passaram quatro anos e ... quando me deram uma “bolsa de estudo” para eu ir estudar no Colégio, eu levei o sonho de lá me sentar no outro banco por muito tempo mas, a bolsa acabou-se!... aliás eu nunca vi essa tal bolsa de estudo!
- Será que era a “saquita de pano” que a Minha mãe me deu com uns figos secos e nozes e uma merenda; que tinha um naco de pão centeio e um bocado de queijo d’obelha pra viagem até Lisboa?
 – Acho que sim que era essa mas, voltemos ao banco...   
Como a bolsa de estudo tinha se acabado, então o meu Pai meteu-me no Comboio; primeiro fomos de carreira até à Linha do Sabor em Moncorvo,  e depois entrámos no Comboio da Linha do Douro na Estação do Pocinho.
Sentei-me no banco pertinho dele e sentia-me um banqueiro protegido porém como sabemos...” não há bem que nunca se acabe, e nem mal que sempre dure”! ... Assim, ao chegarmos ao Pocinho ele (o meu Pai) puxou pelos cordões à bolsa e não achou o suficiente para pagar os dois bilhetes, por isso ele resolveu pagar só o meu e lá fui eu sentado no banco sózinho,...  triste!... a conversar com os meus botões,  e ali acabou o sonho de ser banqueiro na carruagem do comboio da Linha do Douro ou em qualquer outra Linha.
 
Passaram-se os anos, o meu capital pessoal ficou parado durante esses muitos anos e, mais tarde,  agora já na minha condição de Emigrante eu resolvi reabrir o sonho – Às vezes eu penso que é esta eterna mania de querer ser igual a todo mundo,  que me deixa por vezes horas e horas sentado num banco do Jardim... a pensar e a ver tudo à minha volta que se manifesta pela natureza sem ser necessário manifestarmos nenhum gesto de “aqui pagas, aqui deves” ou o velho esquema: “quem recebe deve, e que paga tem haver”!!!
Com base nestas observações,  sendo eu agora um banqueiro frequentador assíduo dos bancos do Jardim,  fui realizar o sonho paralelo de visitar a Ilha da Madeira que dizem... (e é verdade , verdadinha!)  A Madeira  É mesmo um Jardim,  mas tem dono!...
E por isso quando lá fui vi um Banco mas não me senti à vontade para entrar nele, até porque estava em frente do banco uma Malta muito esquisita, vestidos com roupa de trabalhadores, alguns até pareciam Bandidos e Ciganos traficantes de Contas “off chore” porque, dizem... ali agora tem até um Paraízo Fiscal com uma Zona Franca, sei lá!?...
 
É que essas coisas das finanças, dos banqueiros, dos bandidos e dos manifestantes, sempre me fazem uma confusão do caraças.
Então o dono do dinheiro foi lá depositar o seu rico dinheirinho ganho com suor e lágrimas ... O Banco guardou esse dinheiro não se sabe aonde (dizem até que costumam lavar tudo antes de o meter nas contas da Suiça, de Belize, de Gibraltar, de Monaco ao Luxemburgo, até às Ilhas Man, o dinheiro chega em sacos e saquitas, bolsas e sacolas, maletas do tipo “Jeimes Bon de Banco”  ou em baús electrònicos que fazem o dinheiro desaparecer com apenas um clique no computador, e depois vem o Governo que deposita lá mais o dinheiro do POVO – que somos todos nós -  para cobrir o rombo que o Bandido do Banqueiro deu na malta e no fim só se vêem os BANIF ESTANTES?!
 
Não, não!... não é esse o meu sonho de ser banqueiro mas essa outra parte deste sonho fica para a próxima crônica se Deus quisér!
Um Abraço e BOAS FESTAS a todos – não se esqueçam de sentar no banco ali na beira da Praia do Funchal para “ver navios” do nosso dinheiro enquanto duram as luzes do REVEILLON 2016.  
 
PORTUGAL É ETERNO! ....Até breve, e nunca se diga adeus para sempre!
Silvino Potêncio/Emigrante Transmontano em Natal-Brasil  – Dezembro /2015
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 19/12/2015
Alterado em 19/12/2015
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