O tempo é ouro!... e por isso eu agradeço a todos, Amigos e Leitores, por dividirem o vosso aqui comigo. E acrescento um pensamento do meu Livro - O ouro é como o amor; mata quem o guarda e vivifica quem o dá. (Gibran Khalil Gibran)
CapaCapa
TextosTextos
ÁudiosÁudios
E-booksE-books
FotosFotos
PerfilPerfil
Livros à VendaLivros à Venda
Livro de VisitasLivro de Visitas
LinksLinks
Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
Textos


Curitiba/PR ... 09 De Janeiro de 2011
 
 Carta do Amigo João DeFreitas
 
Amigo Silvino. Sua crônica está, como sempre, muito interessante. O jogo que faz com metáforas políticas intrigantes e a arquitetura com as palavras, fazendo uma espécie de onomatopéia, são uma forma de literatura extremamente interessante.
Só com alguma vivência da alma portuguesa se consegue  fruir com bom proveito o gostoso conteúdo  da mesma.
Quando falas em "corôa"... vem-me à mente o linguajar chulo do "ronca que dou-te mais uma corôa".
Assar as castanhas com "cavaco", mistura a política actual com o hábito invernal, bem português, de esperar, com ansiedade a época de localizar, ao longe, o fumo branco, no Rossio ou na Estrela, e... activar as papilas gustativas que, muitas eu comia , já no combóio de Sintra, só no pensamento, já provocava, pavlovicamente" uma salivação abundante.
E o magusto, termo que parece saído lá do fundo da aldeia, debaixo da azinheira, onde as castanhas assavam no braseiro enquanto as ovelhas eram apascentadas na paz e na tranquilidade.
 E, mastigando o medronho, fazia-se a cabeça rodar, para só assim se ter paciência de deixar,como diz o Zeca Pagodinho,... deixa  a vida nos levar.
As palavras de sua crônica, enfim, nos remete, por outras vias, a Camilo Castelo Branco e Aquilino Ribeiro, trazendo um cheiro e gosto de Tras-os Montes.
Cada vez que leio suas crônicas, amigo, dá-me vontade de rever Portugal.
E, repare que eu só vivi por lá por alguns anos, pois sou apenas Brasileiro. Mas, tenho a cultura portuguesa a impregnar-se em minha alma tão profundamente que, às vezes penso que,... se existe reencarnação, pois eu já, algum dia, sei lá, vivi por aquelas terras.
Gostaria de por lá andar, ver aquela gente do campo, comer umas febras na brasa com um bom carrascão.
Mas, com 73 anos, quase já estou conformado de sentir saudade daquele recto-ângulo, com diz vosmecê.
Um grande abraço, amigo, e que Deus lhe dê um bom 2011.
João Defreitas
​(in: "Antologia de Cartas Literárias")
​Autor: Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 21/05/2016
Alterado em 09/02/2017
Copyright © 2016. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários