A eternidade de cada texto ou até um livro, é a sequente futura ação do escritor que abriu o cenário com apenas uma letra. Por isso vos digo que a minha vida era um Livro aberto com as folhas soltas ao vento. De súbito, e não mais que de repente, aos 25 anos de idade, veio um tufão chamado Descolonização!... (Silvino Dos Santos Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
Textos



        Aldeia de Caravelas de Mirandela - ao Alto a Serra de Bornes



    (algumas quadras extraídas do Meu Livro de Trovas comentadas) 
...

Ah!,... e os Filhos da "Ti Julheta",
Dos quais eu também faço parte;
Com muito orgulho e pouca treta,
Todos feitos de amor e muita arte!

P’lo Ti Zé Artur (que Deus já lá tem),
Era carpinteiro e às vezes  
Fomos assim Filhos de pai e mãe,
E todos do mesmo pipo e rolha!


O Ti Zé Bico foi p’rós "Vales",

Lá no alto dos Bornes da serra;
Para aliviar nossos males,

Do pouco pão,... e da pouca terra!
 
O Ti Manel!,... era ainda pequininho,
Ele foi p’ra casa da Madrinha...
Que lhe deu tanto carinho.

- Foi pra França... e ela ficou sózinha!
 
Na casa da Tia Conceição,
E do Ti Francisco dos Colmeais...
Brincámos muito meu Irmão,
Que eu não esquecerei jamais!
 
Um dia os fui lá visitar,
E eles eram já bem Velhinhos!
Ficámos na varanda sempre a olhar,

A merendar uns figos fresquinhos.

​(in: "CURRIÇAS DE CARAVELAS - TROVAS COMENTADAS")
​Autor: Silvino Potêncio
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 17/07/2016
Alterado em 14/04/2018
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