A índole de cada um de nós (BOA OU MÁ) já vem no sangue. O ambiente onde se vive, é a moldura que os homens lhe fazem ao longo do tempo! (Silvino Potêncio)
Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante! (Silvino Potênci
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Muitas foram as Cartas e Milhares de mensagens  de protesto enviadas para a UNESCO em Paris – na maioria ainda a tempo de se atalhar esta Vergonha Nacional da destruição de um Patrimônio Público que não era só de Transmontanos e Alto Durienses... mas sim de todos os Portugueses indiferentemente dos partidos políticos que cada um apoia ou deixa de apoiar!
Esta é uma situação onde já nem se aplica o velho ditado popular “depois da casa roubada, trancas na porta”!... pois já nem sequer porta temos para trancar. E se a tivéssemos,  haveria sempre um “alguém” acima da Lei que, ao ser eleito para Governar, ele se governa a si em primeiro lugar e depois o resto,...Bom o resto logo se vê, porque o resto é sempre o resto.
A nós POVO, somos a tríade da porta que nos restou daquele eterno folhetim: BANDIDOS, BANQUEIROS E Banif ESTANTES é tudo o que nos restou após 40 anos de liberdades ilusórias, ou seja... estamos sempre em estantes e estancados na Emigração à espera que quem está lá no poleiro é que deve resolver...
Agora que a Barragem do Tua encheu, nota-se claramente,  e não é preciso ser Engenheiro de coisíssima nenhuma, que nem a EDP nem a CP nunca deram explicações a ninguém porque, quem mexia os “cordelinhos” lá em Paris estava bem respaldado em promessas de benesses que lhes seriam atribuídas e garantidas na base do “ad exitu”, ou seja...Voismecês façam lá a barragem porque cimento não vai faltar... É que aquilo lá é terra de ninguém – é apenas um monte de fragas e caminhos de cabras onde já ninguém trabalha. Então pra quê se haveria de ter ali um ribeiro a correr para abastecer o Douro?!
Pra quê ter ali uma Linha de Comboio do tempo da “Maria Fumaça” que ao subir a serra até Bragança,  no verão,  pela linha da “bitola” estreita os passageiros estendiam o braço pra fora da carruagem e colhiam os figos lampos à beira da linha?!...
Isto de fazer turismo e ganhar dinheiro com este Patrimônio Natural da UNESCO é coisa de saudosistas!, diziam eles os homens do poleiro nas raríssimas vezes que iam lá pedir votos!...
Até porque,  para as Autarquias nem era preciso ir lá... o POVO está todo na Emigração, só vem à Terra no dia de Festa e manda os votos pelo correio que chegam sempre já depois das eleições.
O dinheiro da Poupança enviado pelos mesmos  Emigrantes,  numa grande parte,  é para pagar os impostos atrasados porque os titulares não conseguem manter as suas vintenárias em dia junto da Repartição de Finanças!
Bô,...  aaatãon o melhor é construir aqui uma barragem – diziam os do Poleiro Alfacinha lá para os do Poleiro da UNESCO em Paris...  e o melhor é derrubar milhares de sobreiros, oliveiras, videiras, amendoeiras, castanheiros, urzes e arçãs, giestas e olmos, cerejeiras, macieiras,  (que lindas são as amendoeiras de Trás Os Montes nesta época do ano!!!...) e depois vender a energia da barragem ao preço da “chuva mijona” para o capital estrangeiro,  enquanto os Nacionais pagam com língua de palmo as facturas dos empréstimos da dívida externa,  que os governantes fizeram mas não perguntaram nada a ninguém, Nunca como quem ou como se iriam pagar?!...
Não!... o POVO só presta para fazer número... só não o  dizem em público, mas é só isso que conta no final das contas.
E por falar em contas:  A força de trabalho emigra hoje mais do que nunca e a “peste grisalha” que cá está ela vai se acabando aos poucos, porque já não tem força para emigrar, muito menos produzir ou colher, só para votar.
Ora,  se não temos passageiros porque cargas d’água se haveria de ter uma Linha do Caminho de Ferro para ligar Trás Os Montes e Alto Douro ao resto da Europa!?...
Olhem!,...  o melhor mesmo é abandonar tudo durante uns anos nas Estações e Apeadeiros e... depois na calada da noite, o que sobrar,  chamam-se os Sucateiros de Material Ferroviário para se lhes vender tudo pelo velho pregão... “quem mais dá mais amigo é do Santo”...
(Espirito Santo D’Orelha ...  que está lá no Santuário da Feira da Ladra há séculos) no mais, nem é preciso prestar contas a ninguém porque a massa falida do Portugal desenvolvido há muito é controlada por Bruxelas. Afinal “semos ou não semos” um dos países mais velhos da Europa?
Como dizia a Minha Mãe que Deus já lá tem... “o dinheiro que é mal ganho, água ó deu água ó lubou”,  e eu acrescento...  que lhes faça bom proveito a todos os que nos roubaram tudo isto, e republico o meu poema inspirado na beleza disto tudo que a água do Tua nos levou para sempre:   

>>> Soneto ao Vale do Rio Tua!
 
Cantando escreverei por toda a parte,
Para que os “vendilhões” do templo aqui esculpido,
Nunca apaguem da memória esta Obra d’Arte,
Nem um passado de um tesouro aqui escondido!
 
Oh Rio Tua que já me levas nas tuas águas...
As lágrimas dessa Moira encantada em Mirandela,
Deixa-me ir contigo,  e  te darei as minhas mágoas,
Mas deixa-me as tuas veredas aqui tão belas!
 
No teu leito de saudade afundado eu fico triste,
E lentamente eu já te vejo ao longe e tão distante...
Já sinto tanta dor da lembrança porque partiste!
 
Junto comigo  quando era então apenas um Infante,
- Fui em busca da fortuna e da bem-aventurança,
Me perdi mundo afora, desde o tempo de criança!  
 
(in: POESIAS SOLTAS de SILVINO POTÊNCIO )
    

 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 03/03/2017

Música: Fado Lopes - Marta Pereira da Costa - Desconhecido

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