A cultura de um POVO não pode, não deve NUNCA!...se submeter a ideologias políticas ou partidárias! e muito menos financeiras ou económicas, pois que inspiração ou intelecto não se compra nem se vende! - É como o amor, já vem do berço! (Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
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Psitacismo Politico etc e tal e coisa...

Este meu texto já tem cerca de 10 anos e me veio a propósito da velha expressão "palavras de sete e quinhentos"!... Uma delas eu acabei de a publicar na minha página do FB e acrescento: nos meus tempos de Liceu ("Salvador Correia de Sá e Benevides - Luanda Anos 70) quando se tentava explicar o inexplicável era comum usar-se as tais palavras difíceis - gíria se chamavam assim porque uma "coroa" eram 5 Escudos e a metade eram 25 tostões equivalia a "dois e quinhentos" logo... cinco com dois e quinhentos faziam "sete e quinhentos"! Portanto " psitacismo" é a arte de alinhar palavras ocas sem sentido, sem nexo e sempre uma forma de verborreia verbal... diz-se porque se ouviu dizer. Escreve-se porque já se viu escrito desse jeito, porém o autor não criou nada de seu. Apenas usou um típico bla bla bla... Por outras palavras: falou muito e não disse nada!
- Eu pecador me confesso... e sempre digo "mea culpa" porque a "culpa inteira" não é minha!

***************
A título de intróito!...
 
Recentemente fomos honrados pelo convite do editor da Revista “Vida Lusa” Jornalista António Cardoso,  para ali prestarmos a nossa colaboração literária, convite esse que aceitamos de MUITO bom grado.
 
- Dos vários escritos que circulam pela rede virtual, com a nossa autoria e assinatura, nós destacamos, a título de explanação mais ou menos preliminar aos leitores desta publicação, que usamos!, e ... quem sabe, por vezes até abusamos, da subtil diferença entre o “falar” e o “escrever”!...
 
- A lingua Portuguesa, como disciplina, é extremamente trabalhosa e não raro é encontrar escritores lusófonos, os mais galardoados, que constroem as suas frases “kilométricas” sem pontuação, ou,  quando muito, fora de contexto, o que obriga o leitor a reler para entender o sentido da “coisa”!...
 
- Quem não se lembra das enfadonhas horas de estudo para tentar encontrar o sujeito dentro da oração, e afinal o sujeito nem estava lá, porque era oculto!... outras vezes o complemento directo se esconde atrás de alguma adverbiação conjectural e se torna em complemento indirecto!?... É... é assim, mais ou menos como acontece na politica vigente desactualizada; utilizam-se meios de antigamente para atingir fins de futurologia, e justificar erros do passado porque, a ciência da discussão em sociedade nem sempre se adapta à politica “xuxialista” do interesse dos seus mentores que sempre veem,  e é tão a propósito das convenientes operações globais intercontinentais da actualidade. – Num futuro muito breve, nós teremos que acrescentar-lhes verbetes interespaciais, palavras e frases inter-galácticas e universais.
 
Devido à nossa condição emigrante de mais de quatro décadas, fora da nossa Aldeia Natal,... muitos dos nossos escritos teem a influência dos verbetes assimilados nesse percurso de vida pelo que, os leitores podem se preparar para;  quiçás ter de ler novamente alguns paragráfos no todo ou em parte e encontrar neles o sentido critico da firula, do chiste, da metáfora do trocadilho, do pleonasmo, da rima tautológica com fonética corrida, não calculada nem métrica, muito menos silábica porque, quando escrevemos soltamos o verbo!...com todas as sílabas.
“Voismecês”  imaginem um cavalo puro sangue da verdíssima região do Ribatejo, em contraste cavalgar ao sul de “Al Ku Chete” onde outrora se perdia a vista por cima de searas ondulantes de kilómetros de trigo, centeio, cevada, e... hoje se perde a vista embaçada pelas lágrimas das areias da erosão migratória para terras de Espanha e além Pirinéus!... é esse o nosso estilo esteriotipado do emigrante que busca na distância aquilo que deixa fenecer debaixo do próprio nariz.
 
Para suavizar uma saudade permanente e adquirida por força do destino de cada um de nós, no momento em que saimos de “debaixo das saias da mãe” nós temos, ultimamente, inculcado muitas novas palavras no nosso léxico e principalmente no linguajar popular do dia-a-dia a que vulgarmente se chama no – Nordeste Brasileiro – falar o básico “feijão com arroz” ou então no Nordeste Transmontano de conversa de soalheiro com um prato simples de... “batatas com couves”!...e um pingo d’azeite!
- É justamente neste linguajar mesclado de emoções divergentes que nós sacamos a decomposição literária da raiz do deboche erudito com a matreirice irónica,  de trocar o “v” pelo “b” de decompor a palavra acima: “di ver gentes” e não ver apenas animais a ler!...
 
- Termino este intróito por lhes dizer que, até mesmo na escrita muitas vezes se gagueja!... e portanto não estranhem muito se por acaso detectarem alguns “gagues” aqui nesta nossa forma de comunicar a brincar porque nem só de onomatopeias vivem os contadores de “estórias” – às vezes é necessário criar textos de “fique são”!...
 
--- Melhor dizendo; fiquemos todos em corpo são, porque a mente tem todo o direito de viajar no tempo e no espaço!... que começa a ficar insano.
É o caso do buraco do Ó Zónio!...
Espero desta forma ter explicado uma das razões da proibição do uso de fumo em lugares publicos e/ou descobertos pelos fiscais da ASAE (Associação dos Servidores de Apoio ao Emigrantado).
Isto porque o Ó Zónio solta o gás carbónico em todas as direcções, e quem está ali por perto não é obrigado a “viajar” na onda dele, entendem???...          
 
Como diz o “cumpáde” do Além Tejo... cada cual mija cassua! – Kumé ke tá mulenga, hein cumpáde??!!..
 
Abraço a todos!...
O Autor: Silvino Potêncio - Janeiro/2008
Emigrante Transmontano – o Home de Caravelas - Mirandela


 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 31/01/2018

Música: Guitarra Portuguesa - Carlos Paredes

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