A cultura de um POVO não pode, não deve NUNCA!...se submeter a ideologias políticas ou partidárias! e muito menos financeiras ou económicas, pois que inspiração ou intelecto não se compra nem se vende! - É como o amor, já vem do berço! (Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
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A casa aonde eu nasci. Fica na Rua da Igreja e herdada pelo meu Primo Paulos - Filho do Tio Mário Potêncio. O nosso Avô José Augusto Potêncio foi Emigrante no Brasil. Voltou a Caravelas depois da Segunda Guerra Mundial e faleceu aqui nos primeiros anos da década de 50!... 



O Blog "Memórias... e outras coisas..."  (De Trás Os Montes) publicou ontem uma Nota sobre a Aldeia de Caravelas de Mirandela.
O texto vem da pena do Excelso Escritor Co Provinciano Dr Barroso da Fonte e eu o transcrevo aqui no meu site do Recanto das Letras,  como também já o fiz na minha página do FB.
Todavia, a foto publicada é por demais antiga e eu acrescentei alguns detalhes pois são ainda da minha lembrança... este "Curral" fica situado na Rua da Igreja, quase em frente da Eira que era do Ti João Zé...
A casa onde eu nasci fica um pouco mais acima na mesma Rua encostada à Casa dos Vales. 
No início dos anos "50"  e depois que morreu o Meu Avô, José Augusto Potêncio (foi Emigrante no Brasil por 40 anos até ao final da Segunda Grande Guerra), nós nos mudámos para a Casa dos Vales (o meu Pai era Feitor das Terras dos "Regos" em Caravelas) e depois da morte do Meu Avô do Colmeais, Manuel Cordeiro,  então fomos morar definitivamente na casa da Minha Mãe, aonde eu vivi apenas alguns anos,  pois Emigrei aos 13 anos de idade. 
- Eu já fiz um resumo desta minha Biografia no meu Livro "Curriças de Caravelas" todavia tenho muita satisfação em retransmitir aqui este texto do Amigo Escritor e Editor Dr Barroso da Fonte... 
 
(início de citação)
  CARAVELAS situa se já na Serra de Bornes, para os lados da estrada que vai de Macedo para Moncorvo pela Vilariça. Fica a mais ou menos 18 km para ESE da cidade de Mirandela, a cujo concelho pertence. A arqueologia dolménica e castreja que ali tem sido posta a descoberto nos últimos anos leva nos a concluir que o povoamento do local é, pelo menos, pré-romano. Teria pertencido ao `Filar de Ledra', mas estava praticamente despovoada nos começos do século XII. Só depois se reiniciou o repovoamento. Como paróquia foi instituída depois da Idade Média, desmembrada da de Santa Marta de Bornes, e tendo como orago S. Brás. Foi sempre do termo de Bornes, aparecendo no século XVIII como pequeno concelho, onde passou a haver Juiz de Vara, homens de "acordo", quadrilheiro e jurados, dependente do de Mirandela.
Até 31 de Dezembro de 1853 pertenceu ao concelho de Cortiços, e, com a extinção deste nessa data, é transferida para o de Macedo de Cavaleiros. Em 24 de Outubro de 1855 passa finalmente para o de Mirandela. Foram seus donatários os Marqueses de Távora até 1759, data em que a posse é da Coroa até 1834. Em 15 de Março de 1864 é lançado um decreto que cria uma escola primária.
Foi em 1950 que atingiu o maior número de residentes com 467 pessoas. Em 1960 tinha I
professora, 4 proprietários e 2 mercearias registadas. Em 1991 tinha 371 e em 2001 só eram 269 habitantes, e, destes, 134 pertenciam ao sexo masculino. Como ocupação, são
tradicionalmente agricultores e usam ainda processos tradicionais de cultivo das terras, embora já haja alguma mecanização. A pecuária ajuda nos trabalhos e nos proventos para que a vida se torne mais remunerada. Azeite, algum, mas sobretudo a castanha e os cereais, são os produtos que mais lucro dão. Ultimamente algum gado e algumas árvores de fruto, bem como explorações hortícolas têm ajudado bastante a economia dos locais.
A Igreja Matriz, as casas tradicionais transmontanas, o Largo Principal onde se juntam e conversam para descansarem um pouco, e onde está uma fonte jorrando abundante água fresca, com um tanque/bebedouro dos animais ao lado, tudo com granito, a Escola Primária, são localmente pontos de referência obrigatórios. Como também a Associação Cultural, a Casa do Povo, o Lavadouro público e as largas varandas em madeira de muitas das suas habitações.
Em 1995, em Caravelas existiam ainda: 1 barbeiro, 1 carpinteiro, 1 ferreiro, 1 ferrador, 4 pastores, 1 negociante, 4 pedreiros e 2 artesãos. Uma tecedeira fabricava mantas nó tear, e um carpinteiro fazia arados e jugos para os bois. Tinha 12 estudantes a partir do 5° ano, e, na primária, 4 alunos do 1 ° ano, 5 do 2.°, 4 do 3.° e 5 do 4 °.
 
In III volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte.
(Fim de citação)
As minhas memórias da Aldeia remontam à década de 50 do Século XX  e vos deixo aqui alguma fotos actualizadas recentemente. 
Segundo o Escritor Russo Leon Tolstoi o pensamento dele era resumido nisto: "se queres pintar o universo, começa pela tua Aldeia" e foi com base neste pensamento que eu comecei a "pintar" - pelo menos descrever - o meu universo que começou em Novembro de 1948 na Aldeia de Caravelas de Mirandela... Bem hajam pela visita a esta página. 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 09/02/2018
Alterado em 10/07/2018

Música: guit-jnunes_variacoes_anamaria - Desconhecido

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