A honestidade do homem público se reflete mais nos actos e muito menos nos factos que, tantas vezes são adulterados pela mão dos que dela se aproveitam.(Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
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Devido à minha actual actividade Profissional (Consultor de Mercado Internacional Autonomo) eu fiz muitas amizades dentro e fora do meu ramo de prestação de serviços. Uma das mais sólidas é a do Meu Amigo e Parceiro Jacques Lamy,  nascido em Paris há mais de 70 anos. 
Ele conheceu de perto o Mundo da Emigração Portuguesa desde o tempo de Salazar e principalmente nos anos seguintes.
Hoje vos trago aqui para este meu espaço virtual uma Carta actualizada que nos mostra um resumo muito rápido daquilo que outros Emigrantes pensam de nós e deles mesmos porque "ser emigrante" é sinónimo da andarilho, de exilado, de refugiado, de cigano e muitas vezes de apátrida.
Talvez por isso o nosso Excelso Poeta do Século XX Fernando Pessoa, depois de ter passado por Angola, Africa do Sul, Moçambique e quem sabe por onde mais, ele desabafou "A Minha Pária é a Minha Lingua" portanto vejamos a  Carta do Amigo Jacques Lamy,...  
(transcrevo na integra porque o Jacques conhece a nossa lingua muito bem)  
      
Brasilia > 23.07.2018
 
Prezado Silvino
 
Acho que é justicia que a lingua Portuguesa seja considerada como uma lingua internacional. Quando eu era no "lycée Condorcet" em Paris, entre 10 e 17 anos de idade,  estudei  o Latim e Alemão, depois o Inglês e mesmo um pouco de Sueço (o que na verdade era inutil porque quando viajei nestes paises vi que todos falavam Inglês). Era nesta epoca o "caminho nobre" ao contrario do comum que, sem Latim era o Inglês e depois o Espanhol. Nunca falamos do Português....talvez porque era o tempo do SALAZAR, não sei.
Quando chegaram muitas familias Portuguesas na França nos anos 60, todos tinham malas de cartão (como a Cantora Linda de SOUZA) para viver como nas favelas daqui. Nesta epoca, o Portugal não era nos ONU por causa politica mas eu era fundador dum Clube UNESCO na minha cidade (Volontàrios quem eram nas escolas para ensinar os projetos da Organização e participar às ações dela através viagens ou recepções de estudiantes estrangeiros). Então, fizemos uma ação local em favor dos imigrantes Portugueses para ajuda-los com roupas e mobiliares contra o frio e a prioridade. Fizemos a alfabetização para todos também ajudando na busca de trabalho. Vàrios deles entraram no meu Clube e fizeram um trabalho enorme. 
O tempo passou e, sem aculturação nenhuma, a intergração foi exemplar. O Consul do Portugal dez que era um exemplo extraordinàrio nas cidades como Sartrouville e Houilles onde 40% dos habitantes são Portugueses. Nunca tinhamos qualquer problema e aqueles falam as duas linguas. Mas o numero de escolas que ensinam o Português é raro e insufisente.
Se Vc vai visitar na França um Museu, Vc vai buscar documentos em Inglês, Alemão, Espanhol, Italiano, Russo, Chinês ou Japonês....raros são os que são em Português. A exepção é no Museu do Louvre em Paris porque insistei muito quando supervisei as obras de renovação do Lote.
Isso me parece normal porque, pra mim, têm muitos Portugueses no Pais agora, mais que os Chineses, Russos ou Americanos quem vêm como turistas.
Abraços.
 Jacques Lamy
Assino embaixo: Silvino Dos Santos Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal/Brasil desde 1979. 



 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 23/07/2018
Alterado em 23/07/2018

Música: APRIL IN PORTUGAL LES BAXTER - Desconhecido

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