A honestidade do homem público se reflete mais nos actos e muito menos nos factos que, tantas vezes são adulterados pela mão dos que dela se aproveitam.(Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
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Como eu não tenho condição de rever e visitar antigos Amigos e Camaradas do tempo Militar, eu costumo manter o velho hábito de me corresponder por carta. Porém no mundo de hoje quase ninguém mais vai aos correios para enviar ou receber então eu me adaptei à comunicação virtual e, vez por outra, eu as divulgo aqui na minha página! 
Aqui embaixo, eu transcrevo esta Carta que me foi enviada pelo Amigo Jorge Neves com citação do Amigo Fernando Gião. 
Início de Citação; 
Caros Amigos
 
Leiam com atenção, e levem em conta que é escrito em "linguagem militar".
Tenho pena de ter perdido o contacto com o meu Amigo Coronel para-quedista na reforma, 
Carlos Morais, que se iria rever, em absoluto neste texto. Se alguém tiver o contacto dele, agradeço que mo enviem, pois gostava muito de o rever.
Um abraço a todos, pela renovação dos princípios militares, e ... não só !
Fernando Gião
+++++
O PIOR Chefe de Estado Maior do Exercito no PIOR PAÍS demite O Melhor Comandante dos Comandos.
Ainda não me tinha pronunciado sobre este assunto mas hoje vou fazê-lo
O CEME deste exercito reflecte o Pais podre em que estamos a viver, onde populam as rarissimas, as multiplas fundações e instituições dos Jobs for Boys, o pais da corrupção e do compadrio e dos sabujos, dos Generais que deixaram cair o exercito e o entregaram a Directoras Gerais, que usam liga e vestidos Cavali e que dominam os serviços Sociais das Forças Armadas.
Recebi ontem a noticia que o Comandante do Regimento de Comandos Coronel Pipa Amorim, é exonerado pelo CEME após um ano exemplar à frente de uma Unidade que tem resistido a sucessivas tentativas da sua extinção desde o 25 de Novembro, os COMANDOS.
É demitido através de nota do Exercito, sem uma conversa olhos nos olhos, tal a cobardia deste chefe, um Comandante demitido por nota, Tout Court, sem o seu Chefe o chamar e lhe dizer cara a cara as razões desta dramatica demissão/ exoneração, sem uma palavra sem um obrigado.
O pais e os militares, na reforma, na Reserva e no activo e a classe politica devem ter na consciência que têm a frente do Exercito o que de pior já se viu em termos da Ética e da honra Militar e da Essência do COMANDO DE HOMENS.
Devo aqui relembrar que por me ter oposto publicamente à exoneração dos Coronéis, quando do assalto aos paios, (facto que demonstrou o que um chefe nunca pode fazer que é manter a cabeça e matar os seus capitães) este CEME numa atitude puramente ditatorial e despótica proibiu o General Comandante da Academia Militar, grande General desta praça de me autorizar a lançar o livro O beijo da Quissonde na Academia Militar, casa que me formou e que é tanto minha como dele a dois dias do lançamento, com convites enviados, numa atitude infantil de vingança por lhe terem dito nas trombas o que ele precisava de ouvir.
Mais , por fontes seguras, o mesmo General CEME, no dia do lançamento do livro terá enviado os seus algozes, devidamente disfarçados ao lançamento no Palácio da Historia da Independência de Portugal, registar numa folhinha, que militares estariam presentes no lançamento, para quem sabe posteriormente os louvar pela coragem.
Este General tirou o tapete ao Coronel Dores Moreira, Oficial do meu curso, competente, camarada, e que pôe o CEME a um canto em termos de ética e moral, quando das mortes na Instrução e permitiu que se conduzisse um processo difamatório contra os Comandos, que uma procuradora apelidasse os seus homens de assassinos patológicos sem sequer ter exigido um pedido de desculpas.
Este General agora demite com um ano de Comando um Coronel que corajosamente nos seus discursos e na sua acção de Comando dá uma lição a este pseudo Militar de o que é comandar, e ´defender os seus homens, dizer aos chefes não o que eles querem ouvir, mas o que eles têm de ouvir, representar os seus homens junto das chefias e não as chefias junto dos seus homens, por em risco a sua carreira para defender a verdade e a honra.
´Despótico, neurótico, sabujo, ardiloso, representante dos políticos juntos dos militares , comissário político e não Chefe do Exercito, sem palavra, falta de frontalidade, tem em seu apoio outros Generais que tal como ele lambem o cu a, a boys para fazerem carreira política.
O 25 de Abril fodeu as Forças Armadas, porque fez com que se perdesse o norte e os militares confundissem a essência e o sacerdócio desta vida de monge soldado, com a de comissario político.
O Oficial de Abril, comprometeu a profissão, metendo-se na política suja dos gabinetes ministeriais. a sentar doutoras ao colo e a andar à civil com sapatinhos ferrero rocher e malinhas Louis Vitton, quando vou ao CEMGFA, não sei se estou na tropa ou num antro de comadres, de politicos e de senhores que se esqueceram do que é a tropa e que agora numa atitude metrosexual, pintam as unhas e aparam a sobrancelhas e os pelos do cu.
A tropa prostitui-se depois do 25 de Abril, e todos esses capitães que fizeram uma revolução por causa de salários e não da puta da democracia e que depois se arvoraram em defensores do povo provocaram uma calamidade nacional , um êxodo sem controle das colonias, miséria para muita gente, fuzilamentos de comandos na Guiné e criaram uma geração de GENERAIS que não sabem ser militares e trocam a honra e o dever por caricas, condecorações e mesuras aos políticos a pior corja deste pais sem vontade e adormecido.
Dizem que sou bruto a falar e que me excedo, mas a ideia é essa mesmo, é ser bruto e exceder-me, com o silencio e as mesuras e as falas mansas esta gente prolifera e multiplica-se.
A ti Comandante dos Comandos Coronel Amorim que agora és encostado à box, o meu respeito, e de todos nós, foste um Comandante de Comandos, tu que vieste de bem baixo construiste a tua vida na dor e na provação é uma honra ter-te como amigo e foste o COMANDANTE. Sais pela porta grande.
Ao novo Comandante nomeado, não sei quem és mas não te gabo a sorte, porque para estares à altura destes dois últimos Comandantes tens de ter os tomates bem pretos para fazer frente à falta de moral, porque se não o fizeres pelo Regimento de Comandos será o fim da especialidade e a tua desonra.
Há Generais bons sim..bateram com a porta, Outros bons cumprem dia a dia lutando pelos seus homens, não é o caso do chefe supremo do Exercito.
A este CEME, só lhe digo, tenha vergonha, olhe para si e pergunte:
respeitam-me ou temem-me?
Não gosto de si, Rovisco Duarte, não por ter proibido o lançamento do meu livro, mas por tudo o que representa, tudo o que é " não ser militar", por ter demitido Coronéis iguais a si e os ter amansado com o Generalato e que seguirão o seu exemplo do vale tudo para ser General, da impunidade na responsabilidade, e agora demitir os que não são iguais a si e lhe fazem frente.
O Exercito está em Risco o Pais esta em Risco.
Com a Saida do Coronel Comando Amorim, a especialidade COMANDO está em risco e este CEME, é parte politizada interessada.
O Exercito com poucas excepções esta entregue aos antigos chefes de gabinete deste CEME , que fizeram a sua carreira na sabujice e no ar condicionado, que pouco sabem de tropa e muito de Cocktail e SUN SET e que são uns paus mandados nas suas mãos.
A Associação de Comandos, a AOFA, e todas as Associações unidas deveriam tomar uma posição em relação a uma crise gravíssima moral que estamos a passar.
Cá por mim wait and see para ver o que fazem as associações que devem defender os militares.
Nota de Rodapé:
(Este texto foi divulgado através do Jornal DN e portanto aberto aos leitores interessados na verdade dos factos)  
Chefe do Exército proibe lançamento de livro na Academia Militar
Livro escrito por organizador do protesto de oficiais frente ao Palácio de Belém é apresentado por general do Exército no ativo
O Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) proibiu o lançamento na Academia Militar do livro escrito pelo tenente-coronel na reforma Tinoco de Faria, a apresentar sexta-feira pelo general que é secretário do Conselho Superior de Defesa Nacional.
A decisão do general Rovisco Duarte, que é ouvido esta quinta-feira no Parlamento sobre o assalto aos paióis de Tancos, foi tomada após Pedro Tinoco de Faria ter organizado um protesto de oficiais - entretanto cancelado - junto ao Palácio de Belém e ser o promotor do chamado "movimento das espadas", soube o DN.
A apresentação do romance O Beijo da Quissonde", de natureza autobiográfica, vai decorrer sexta-feira na Sociedade Histórica da Independência de Portugal - duas horas após o início da audição parlamentar do ministro da Defesa sobre o roubo de Tancos - e será feita pelo tenente-general Antunes Calçada, comandante de Pessoal do Exército e secretário do Conselho Superior de Defesa Nacional (órgão de consulta do Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas).
O lançamento estava inicialmente agendado para domingo na AM, mas Tinoco de Faria divulgou nas redes sociais a "alteração do local por motivos alheios à vontade da editora e do autor".
O romance tem prefácios do coronel comando Raul Folques e do embaixador Tânger Corrêa (que também foi militar comando, a exemplo do autor).
Sobre o "movimento das espadas", Tinoco de Faria justificou-o num texto publicado nas redes sociais: "Não é de oficiais, é de sargentos, praças, polícias, trabalhadores anónimos, de portugueses fartos da desonra a que estamos a ser votados por parte de partidos políticos da esquerda à direita, é um movimento de consciência social [...]."
Nuno Pereira da Silva, coronel de infantaria na reserva, lamentou ao DN que haja oficiais das Forças Armadas envolvidos em protestos daquela natureza: " Por vezes somos obrigados a dizer não, com todas as letras, quando algum ou alguns camaradas de armas nos vêm solicitar apoio para uma causa, que no seu intimo faz sentido."
Acresce que "os militares que juraram defender a pátria e a Constituição, por maioria de razão, não podem nem devem participar em qualquer tipo de manifestação ou movimentos, como o movimento das espadas, que se afirmam contra o sistema, contra a partidocracia e contra algo que não sabem definir. O apelo aos camaradas, à falsa camaradagem e a manifestações corporativas é algo de inaceitável, inadmissível e intolerável", concluiu aquele oficial superior.
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 01/09/2018

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