A honestidade do homem público se reflete mais nos actos e muito menos nos factos que, tantas vezes são adulterados pela mão dos que dela se aproveitam.(Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
Textos


            
                 Cogumelos do Himalaia  
Cuidado!... Os Politicos são como os “NÏZCAROS”… Se não forem bem escolhidos, eles matam”!
(Silvino Potêncio)


Uma das razões que nos prendem mais às nossas origens é a gastronomia da Terra aonde nascemos. E por isso, nestes meus longos anos de Emigrante Transmontano,  eu tenho escrito bastante sobre este "cordão umbilical" que, algum dia, com certeza se me apagará da memória em definitivo.
Entretanto deixei já registrado no meu Livro "OS NÏZCAROS" e no Blog Homônimo, dezenas de fotos e umas 50 crônicas em alegoria a este tema que abro com um pensamento bastante alusivo aos políticos que nos (des)governam, mesmo quando não estamos de acordo com eles!
O Blog “OS NÏZCAROS” foi bloqueado pelo Portal Portugalmail.com há muito tempo sem nenhum tipo de resposta ou explicação plausível,  apesar da minha insistente correspondência nesse sentido. Mas, o Livro sim… esse ficou e, vez por outra, eu deixo aqui virtualmente algumas partes para dedidicar aos leitores e/ou a quem interessar possa.
 - E é apenas por mera coincidência, quando as campanhas politicas para qualquer tipo de eleição, fustigam a nossa inteligência, eu apenas recomendo!... Cuidado, os políticos são como os "nïzcaros" se não forem bem escolhidos, eles matam"!
A título de intróito eu vos deixo aqui um resumo da minha apresentação deste livro o qual contém cerca de 50 crônicas que abragem o periodo de Governos de Portugal  a partir de Janeiro de 2006 e seguintes. Todavia, vale lembrar desde já que se trata de uma obra literária de ficção. Qualquer semelhança com nomes e ou pessoas aqui mencionadas, é mera coincidência.
Como sempre, na maioria dos meus textos eu cito frases e até parábolas de outros autores a quem presto homenagem (data vênia)!  
Assim, o meu pensamento inicial é conclusivo:  “Podemos derrotar o totalitarismo na guerra, e sucumbir à sua filosofia em tempo de paz”. (Jerome Frank)...
Pensamento temporal diretamente relacionado é o único poder absoluto que eu me conheço a mim mesmo, só se manifesta enquanto durmo. Pois só Posso sonhar na primeira pessoa do presente do indicativo!
--- Antes de iniciar a publicação, ainda que parcial, de mais algumas crónicas saídas da minha "pena electrónica" contemporânea,  eu quero antecipar aqui apenas uns reparos quanto às razões e motivos meramente pessoais que me levam a fazê-lo.
- Primeiramente,  o título das minhas crónicas novas " ®... OS NÏZCAROS! " está,  de alguma forma,  ligado aos temas que nelas pretendo abordar e,  como se dedicam aos leitores em geral - não apenas aos do Portugal Virtual, que continua a merecer todo o nosso apoio e incentivo!, - mas também a outros patricios, conterraneos ou não, que me leêm e me  visitam em  outros sitios na internet em qualquer país, os quais sintam algum prazer em ler o que vou produzindo de minha livre e expontânea vontade, dentro dos meus parcos conhecimentos desta lingua que todos amamos e devemos respeitar democráticamente.
  (SilvinoPotêncio), Emigrante Transmontano em Natal/Brasil!


Apresentação resumida apenas a título de intróito ao tema deste livro: 


...  Não faz muito tempo, eu lembrei  no portal do PortugalClub (ONG Presidida pelo Emigrante Casimiro Rordigues)  várias passagens da minha infância lá na aldeia onde nasci e me criei!. Porém não totalmente, pois fui mandado para a capital com menos de 13 anos de idade, na condição de retirante da miséria transmontana da época crespuscular de "salazarismos" e outros aforismos reticentes ao desenvolvimento desmesurado e impensado porém economicamente correcto. 
Dessa época,  eu procuro sempre destacar algo que me remeta a situações actuais e que possa me ajudar a transmitir aos leitores algo de bom que apreendi e... se mais soubera lá poderia ter chegado,  não fosse o destino que Deus nos guarda a sete chaves, por isso só a Ele pertence.
       - Nesta  minha nova tarefa auto imposta, e até talvez um pouco exigida préviamente pela responsabilidade, pelo carinho e amizade que tenho para com quem me acolheu, sem nada exigir em troca, eu vou tentar me aplicar no melhor que eu sei,  e o que não sei,  eu procurarei indagar a quem sabe.
 - Ler de quem já escreveu, aprender de quem já viveu! ... Experimentar de quem já experimentou porque a Experiència é a Mãe do saber práctico, Avó da Sabedoria e Companheira inseparável da Memória que Deus nos dá.
Eis pois aqui os meus “NÏZCAROS”  TAL E QUAL ... e o que são  " ®... OS NÏZCAROS! "???
- segundo o léxico, na maioria dos diccionários de lingua portuguesa, esta palavra não existe escrita com "n" mas sim com um "m" e sem o trema, onde então teremos o verbete escrito como sendo; "miscaros" que é um tipo de cogumelo, o qual nasce debaixo de arvores de porte como sejam o castanheiro, pinheiro, carvalho, etc...
Como em outras espécies da natureza existem vários tipos de cogumelos (ou "miscaros"); uns bons para confeccionar apetitosos, desejados e deliciosos pratos da culinária Lusa, porém todos naturais e misturados democráticamente pela mãe natureza, onde alguns dos quais são inclusivé venenosos ao ponto de se tornarem não comestíveis ao ser humano.
- Dessas espécies, aquela que eu mais gostei, - e tenho que dizer isto no passado porque eu não estou mais lá para os apanhar no campo na época própria - eram as "vaquinhas" que rebentam ao pé dos troncos ou proximo às raizes que se estendem debaixo das folhas caidas no outono anterior nos castanheiros principalmente.
Elas, as “vaquinhas”  eram já naquele tempo e suponho que ainda hoje o sejam, muito dificeis de encontrar, porque elas  crescem sempre debaixo da casca de troncos de castanheiros ou carvalhos já muito antigos.
Eu, como qualquer criança, até uma certa idade sentia alguma dificuldade na pronuncia da palavra "miscaros", provável aliteração do Galaico Duriense ou do Mirandês tradicional,   e quase sempre me fugia a lingua para o termo "nïzcaros" que foi para mim mais fácil de falar.
 Tinha mais ligeireza no entendimento do seu significado. Porém,  o subsconsciente sempre em alerta,  me lembrava recomendação materna e sábia:
- Os ruins Não vale a pena levá-los para casa, nem misturá-los com os outros, porque senão morremos todos!...
Isto exagerava a  minha mãe quando me mandava ir a rebuscar em eventuais locais onde eles supostamente estivéssem.
Os “Nïzcaros” são tudo isso e mais isto, e mais aqueloutro nome dado em outras Aldeias das Nossas Terras Altas Transmontanas como sejam:
Abesós, Agaricus campestris (“Cacabinas”), Boleto, Boletus edulis (“Níscaro”), Cardielas, Carrerillas, Centeeiros, Champignon, Champignons de Paris, Cogumelo, Cogumelos, Frades…
Lactarius deliciosus (“Cardiela-Sancha-Pinheira”)
Macrolepiota procera (“Rocas-Roquinhas-Frades-Púcaras”)
Marasmius oreades, Marifusa, Niscaros, Níscarro, Nïzcaros, Pinheiras
Rapazico, Repolgas, Rocas, Roquelho, Sanchas, Senderuelas, Tortulhos, Vaquinhas, Vitelas…
É assim designada por vários nomes e geralmente considerado, quando bons e sadios,  como um excelente comestível.
São facilmente encontrados nas giestas, estevas, nas bordas dos pinhais, nos lameiros, nos soutos, ou mesmo na berma dos caminhos e estradas.
 
- A outra vertente que pretendo dar a esta minha nova tarefa, será a transcrição de pareceres préviamente sujeitos à vontade crítica dos demais, e que é também algo parecido com esta "escolha entre o trigo e o joio" que crescem nas searas do nosso pensamento actual, suscitado pela produção literária criativa ou simplesmente reportada, não importa onde estejamos localizados e indiferentemente das sociedades em que vivemos como cidadãos.
Assim, eu gostaria de começar por citar o ilustre Jornalista Fernando Paulouro Neves, dignissimo Editor do Jornal do Fundão, quando em tempos idos  ele se referia à situação  (que nos parece ser sempre  actual infelizmente)  da nossa "santa terrinha" como sendo um País Adiado! (não confundir com país odiado, isso nunca!... digo eu).
 
Citando:
"...qualquer definição estratégica se confronta com bairrismos ou com a ideia de um "Portugal dos Pequeninos", isolado na sua via reduzida e ferido nas oportunidades e felicidade. Discute-se o acessório e esquece-se o essencial. Que lugar terá Portugal  na Europa? Qual a salvação face ao neo-liberalismo selvagem? Tantas questões. Talvez a resposta a elas todas se encontre na inquietação de Pessoa nos versos que cito de memória: Pertenço a um género de portugueses/ que depois da India descoberta ficou no desemprego!..."
(fim de citação)
 
Eu digo que depois da descolonização, o politico português empregou-se para garantir o salário porém jamais para ser um "retornado" à mãe pátria.  Que hipocrisia!... a grande maioria dos "retornados" fomos todos enjeitados na altura das nossas vidas em que mais pujança fisica e intelectualidade tinhamos para dar ao país.
 
 Os meus " ®... OS NÏZCAROS! " de hoje são um manjar especial para lembrar a memória de Francisco de Sá Carneiro e o seu Ministro Adelino Amaro da Costa  de saudosa memória!...
 - Há muitos. Muitos e demasiados  anos esperamos pela crónica da justiça divina, porque a dos homens está totalmente intoxicada pelos demais...
Silvino Potêncio/Natal-Brasil
Emigrante Transmontano em Terras Potiguares ( localmente conhecida por Terra dos PAPA GERIMUNS!!!... que na minha Terra se chamam “Cabaças” ou Abóboras para os mais modernos)
 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 20/09/2018

Música: Natalia Juskiewicz - Um violino no fado - Desconhecido

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