A honestidade do homem público se reflete mais nos actos e muito menos nos factos que, tantas vezes são adulterados pela mão dos que dela se aproveitam.(Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
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UM POEMA DE “FIQUE São”!…
 
É uma sim…outra não!
 - As batidas do meu coração! 
Batem leve, suavemente!…
Como a Alma que ja´desce de mansinho,
Será neve?,… Será gente?!
Ou é apenas granizo a cair devagarinho!?…
 
- A neve não é certamente,
Porque ela não bate assim!…
Só pode ser certa gente,
Que não gosta do meu Jardim.
 
Batem leve,… suavemente!…
Na janela do quintal,
É cá em casa e no vizinho!…
Será algum animal?,
Mas com tanto amor e carinho!
 
- A gente não é certamente,
Porque aqui neste Portugal,
Ela já está dormente, 
Pois  já padeceu tanto mal.
 
- Batem leve, leve, leve, tão suavemente.
A caminho da ida para a emigração,
Batem a porta na cara,
Para quem ama esta nação!
Batem muito em retirada,
E depois da batalha perdida!
A Bandeira desfraldada ( mas tão triste!...)
Estão todos quase sem vida!
 
( refrão)
Batem leve,… suavemente!…
Na tampa da minha urna,
Que de vergonha se enfurna,
A vela do meu batel sente,
Que  a noite ficou diuturna. 
É uma sim…outra não!
 - As batidas do meu coração! 
Batem de leve na gente…
Que nos levantou a moral,
Foi assim num “de repente”,
Perdemos tudo!
Até o bom senso!…
E o amor a Portugal.
 
É uma sim…outra não!
 - As batidas do meu coração!
Batem leve, levemente, infinitamente...
Suavemente. — como pancadas de amor,
Assim até um novo sol-pôr… Ateus!…
(in: "POESIAS SOLTAS" )
De: Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal/Brasil

Nota do Autor: este poema é ao mesmo tempo uma corruptela ortográfica da palavra original em Português "ficção" (fique são) e também uma glosa ao clássico poema de Augusto Gil "batem leve,levevemente" 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 04/11/2018
Alterado em 04/11/2018

Música: Floor_Tango - Desconhecido

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