A honestidade do homem público se reflete mais nos actos e muito menos nos factos que, tantas vezes são adulterados pela mão dos que dela se aproveitam.(Silvino Potêncio)
CapaCapa
TextosTextos
ÁudiosÁudios
E-booksE-books
FotosFotos
PerfilPerfil
Livros à VendaLivros à Venda
Livro de VisitasLivro de Visitas
ContatoContato
LinksLinks
Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
Textos




 
Algo do qual eu me orgulho, quanto às minhas origens, é o facto de ter sido Pastor de Ovelhas e, talvez por isso, o meu Poema foi escolhido na Sessão de Abertura do IV Congresso da Casa de Trás Os Montes e Alto Douro, aquando do lançamento da Antologia que está sendo apresentada em todos os Municípios Transmontanos desde Maio de 2018.
Sem qualquer intenção de ser repetitivo deixo-vos aqui esse meu poema, seguido de um pequeno resumo de quem foi VIRIATO?
 
Fui Pastor em Tràs Os Montes...

No azul do céu da minha Terra,
Eu viajei e me perdi lá longe no espaço.
Levei para o infinito as lembranças da guerra,
E voltei para cá, com os versos que eu faço!

Subi Montes e desci Vales,...
Era eu ali ainda uma criança,
Senti as dores de tantos males,
Que eu guardei como lembrança!

Não tenho rancor nem nostalgia,...
Que me cure esta grande paixão,
De voltar à Terra onde um dia,
Eu fundeei a raiz do meu coração!

Lancei ancora em mar de montanhas,
Fragosas são as pedras do meu caminho,
Como doces são as tuas castanhas,
Cozidas, assadas... ou com rosmaninho!

Naquele longíquo magusto da Eira,
O Meu Pai traçou a parte do meu Destino.
Vai-te embora!... aqui não podes ganhar a “jeira”!
Por troca de um simples copo de vinho!

Deixa ficar os cordeiros lá no Lameiro,
- Porque alguém os há-de guardar...
Tenta a tua sorte no Estrangeiro,
O teu destino, meu Filho... é Emigrar!...
Autor: Silvino Dos Santos Potêncio
Emigrante Transmontano em Natal/Brasil – desde 1979
+++++++++++++
Viriato o Pastor Rei da Lusitânia!... Traído por; Audas, Ditalco e Minuros. Eram seus emissários enviados a Roma para negociar um tratado de Paz na Lusitânia (ano 130 A.C.) 


INÍCIO DE CITAÇÃO:
Viriato era um aristocrata, proprietário de várias cabeças de gado, que quando criança, à semelhança de todos os lusitanos, tinha sido pastor. Mais tarde, ele tornou-se caçador e depois guerreiro.
-Em 147 A.C., os lusitanos renderam-se perante as tropas de Caio Vetílio, que os haviam cercado. Mas, Viriato opôs-se terminantemente contra essa derrota. Ele organizou as suas tropas e foi lutar contra os romanos, acabando por derrotá-los no desfiladeiro de Ronda, que faz a separação entre a planície de Guadalquivir e a costa marítima da Andaluzia, onde acabaria por matar o próprio Caio Vetílio.
Depois deste, as tropas de Viriato foram derrotando vez após vez as forças romanas sob os comandos de Caio Pláucio, Cláudio Unimano, Caio Nigidio e Fábio Máximo.
Em 140 A.C., os lusitanos comandados por Viriato infligiram uma pesada derrota sobre Fábio Máximo Servilliano, matando cerca de 3000 romanos em combate. Perante isso, Servilliano rende-se e em troca da sua vida ele oferece a Viriato promessas e garantias da autonomia dos lusitanos.
Mas, quando a notícia deste tratado chegou a Roma, o Senado considerou-o demasiado humilhante e, voltando atrás com a sua palavra, declara novamente guerra aos lusitanos.
Desta feita, em 139 A.C., Roma enviou o general Servílio Cipião, mas este também continua a ser constantemente derrotado por Viriato, de modo que, Viriato decide enviar três comissários da sua confiança, Audas, Ditalco e Minuros, com o objetivo de forçar Cipião a pedir uma nova paz.
Mas, Cipião recorreu ao suborno destes comissários e prometeu-lhes que dava uma recompensa se estes matassem Viriato. E assim aconteceu! Enquanto Viriato dormia, estes homens assassinaram-no, trazendo um desfecho trágico para Viriato e para os lusitanos. Mas este desfecho era também muito vergonhoso para Roma pois como uma superpotência que era, recorrer a suborno era algo desastroso.
 
Depois da morte de Viriato, o exército lusitano passou a ser comandado por Táutalo Sertório.
Mas as tropas lusitanas estavam muito enfraquecidas moralmente e acabaram por ser derrotadas. Quanto aos traidores, eles refugiaram-se em Roma após o assassinato de Viriato, reclamando o prémio prometido.
No entanto, os romanos ordenaram a sua execução em praça pública, onde ficaram expostos com os dizeres “Roma não paga a traidores”.
Dos lusitanos, pouco resta no país que hoje se chama Portugal, com excepção da sua denominação de Lusos e da conhecida personagem de Viriato.
FIM DE CITAÇÃO
Fonte: http://www.historiadeportugal.info/viriato/
 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 28/11/2018
Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários