As Rimas do meu versejar são veredas por onde vagueia a esmo a poesia, sem rumo, sem norte, cujo azimute é apenas um mote! (Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
Textos


De; Silvino Potencio  (Crônica 002 do Livro OS NÏZCAROS)
"  Os Grandes Pensadores do nosso tempo"!
Citação ideológica: O preço da perfeição é a práctica constante. (Andrew Carnegie)
- Eu, pessoalmente pratico diáriamente várias coisas como por exemplo a decomposição desportiva da nossa lingua, que cada vez mais é dispensada como ferramenta oficial em Portugal! Isto é porque  na prática lá, agora,...  leva-se tudo na desportiva!
(Silvino Potêncio, Pensador Emigrante Transmontano!)
 
No seguimento dos meus pensamentos a respeito de grandes pensadores do nosso tempo e vectores de influência na corrente ideológica que se alastrou nestas últimas décadas de governação lá na santa terrinha Lusitana, surgem-me aqui alguns laivos de lucidez que, tão depressa acendem a famosa luzinha no final do túnel, como em seguida se levantam em forma de tempestades de baboseiras enredadas por altas depressões atmosféricas que sacodem o mastro da lusitaniedade, já de si mais sacudido do que a sebastianissima "árvore das patacas" da emigração lusa na primeira metade do século passado. Ou seja: aquele século XX que se resumiu na idéia simplista do “vin-te buscar” para irmos para o meio do nada. 
- Contingentes de tropas enviadas ao Ultramar foram despidos dos seus dólmans e calças de cor verde-oliva,  e pomposamente substituídos por "sopas gravatas e tudo" em estilo  "Yupie"  dos anos se tenta... (tenta aí a ver se arranjas trabalho remunerado) para serem devolvidos ao remetente. Agora - o já não existente Ultramar - fomos todos devolvidos na forma de ex-retornados acarinhados pela nova ordem económica e democrática  agora abertamente  aceite pelo sistema "pidesco" disfarçado de gerentes do poder constituinte porém jamais constituído a contento de todos.
- Ai, ai!,... o que será dos meus antigos endereços do Cazenga e do Sambizanga!?
- se calhar vão mandar para lá os filhos dos meus filhos e netos e eles não sabem depois o caminho de volta ao lar.
- Hordas de cidadãos, em média,  acima dos cinquenta anos de idade sobem diáriamente aos portalós dos aviões da empresa aérea nacional e algumas (muitas) internacionais,  que os levam aos mais diversos cantos do globo para ali tentarem a sua sorte de novo.
- Depois de umas quantas tentativas inglórias de lá arranjarem emprego, ou até, talvez os mais afortunados, ali investirem as suas economias, angariadas em outros tantos países de acolhimento ao longo dos anos mais produtivos das suas vidas, eles acabam por voltar à santa terrinha sempre de mãos a abanar! 
Ah!... mas aqui, é assim!? - perguntam-me hoje, na sua grande maioria aqueles que em terras tupiniquins acham que eles é que sabem fazer tudo à moda de lá.
E eu digo; aqui é assim, sim senhor!,... e sempre foi!
 - Voismecês é que acham que sabem tudo na teroria, mas depois de passar a linha do equador os polos se invertem.
Contudo eles continuam a chegar cá pelos trópicos e com eles trazem as suas “bicuatas”...
- Aqueles que, ainda na pujança física dos anos conseguem emprego no exterior, por falta de estrutura básica técnica e/ou educacional recebida na origem, não conseguem operações rendosas que garantam a estabilidade das suas aposentadorias e!,... de mãos vazias, fica mais difícil começar a trabalhar, muito menos retornar... fica prácticamente impossível conseguir um empréstimo no banco, até mesmo para comprar um banquinho com uma mesinha na frente e colocar o sujeito do outro lado, de boca escancarada,  a cuspir pipocas porque o estomago dele pegou fogo no verão passado e ainda não veio água suficente para acalmar os calores que veem do centro do âmago da questão,  que se chama desemprego e é igual em linha recta à economia informal, ou seja; é uma uma sobrevivência social totalmente fora de forma onde, no dia-a-dia, vende-se o almoço para comprar o jantar!... enquanto isso; em outra classe de cidadãos lusos não retornados e não emigrantes acontece o oposto.  
- Aqueles que, em virtude da educação recebida, ainda que a duras penas
patrocinada honradamente à moda antiga dos seus antepassados directos, conseguem emprego no exterior, ou até mesmo "fora de portas" eles voltam para casa em reluzentes "carrões"  porque, segundo me confessam os amigos da época, torna-se indispensável ter um carro que chame a atenção!
- O individuo atrás do volante de uma simples "carocha" ou é maluco ou então esqueceu-se de mandar ajeitar a "rebimboca da parafuseta" depois dos anos de glória da adolescente democracia abrilina.
-  É absolutamente indispensável "dar nas vistas" para a sobrevivência dos ditos contingentes de tropa civil actual, talvez um pouco menos civilizada devido à não obrigatoriedade moral nem material de ir à escola. E é indispensável essa exibição porque senão,  nem a "sopeira" da vizinha do lado olha para a cara do "garanhão" por mais atlético e aplicado que o praticante seja.
- Ah!,... mas se o "engatatão" vem a bordo de uma "Mercedes Benz a o Deus"!... é tiro e queda! - Logo na primeira sachada dá minhoca...
... Ora se o poder público dos descendentes da descolonização dá o exemplo de sempre, sempre, eternamente namorar a democracia e nunca se casa com ela!... porque os nossos herois de hoje haveriam de se preocupar com estabilidade emocional em casa e no emprego?
 - Isso é muito chato dizem uns!
- Eu quero lá saber de padrões, dizem outros!... todos no fim, são fruto da globalização de ideias e nenhum se presta a cair fora do contingente préviamente estabelecido.
- (nos dias de hoje, com a globalização em plena forma práctica e física, uma semana de tempo corrido é uma eternidade...)
- Enquanto isso ele, o poder publico, vai, vai, vai,...empurra com a barriga porque lá atrás vem gente de outro partido e na dúvida,  é melhor fazer corpo mole.
- Nada de practicar qualquer esporte administrativo... o senhor que se segue que resolva... Acabou-se o tempo de subserviência.
Hoje todos temos o direito de ter e criar um monte de ideias novas!
O novo é que o bom!
- Menos o molho de escabeche que tem que ser feito com o peixe frito do dia anterior. - Isto para não falar das águas de bacalhau onde os nossos governantes actualmente parece que todos praticam a lei de Pilatos.   
Silvino Potêncio/Natal-Brasil – o homem de Caravelas "lá de xima” em Mirandela... 
(este "lá de xima" como se diz fonéticamente em Trás Os Montes significa a origem nas terras Altas) 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 15/12/2018
Alterado em 30/01/2019
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