A cultura de um POVO não pode, não deve NUNCA, se submeter a ideologias politicas ou partidárias muito menos financeiras ou económicas pois que; inspiração ou intelecto não se compra nem se se vende! É como o amor, já vem do berço!... (Silvino Potêncio)
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Silvino Potêncio - Emigrante Transmontano em Natal
Escrevemos hoje as nossas alegrias para aliviar as dores de um passado já distante!(SilvinoPotêncio)
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...Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente, rasga a crosta do silêncio uma voz de franqueza desembainhada:
- Para cá do Marão, mandam os que cá estão.  (MIGUEL TORGA)


Por força das minhas circunstâncias e condição pessoal daquele tempo, durante 4 anos na situação de "RETORNADO A PORTUGAL", eu percorri o País de Norte a Sul em busca de Emprego mas, por algum motivo Divino, eu encontrei sempre e sómente muitas "pedras no meu caminho". Pedras estas que hoje eu as guardo como lembrança das terras por onde passei. Ainda que estas fragas sejam preciosas obras da natureza, nem todos lhes sabem dar a verdadeira interpretação que só Pensadores e Poetas do Gabarito de Miguel Torga (Dr Adolfo Correia da Rocha) lhes souberam atribuir a este Reyno Encantado de Trás Os Montes e Alto Douro o lugar mágico onde eu gosto de estar!




Aqui eu fui pastor e logo aqui embaixo, a poucos metros de onde eu me sento, no Alto da Serra de Bornes, tem um pedacinho de terra do Meu Avô Materno, o Ti Manel Cordeiro dos Colmeais que eu visitava de vez em quando ao subir e descer os caminhos do "Brincadouro" ...
Foi esta visão que me inspirou já tantas e tantas vezes a escrever os versos que eu faço porque:
 
No azul do céu da minha Terra, 
Eu viajei e me perdi lá longe no espaço.
Levei para o infinito as lembranças da guerra,
E voltei para cá, com os versos que eu faço!
 

Oh Rio Douro que rasgas Montanhas,
Para levares estas tuas águas tão Calmas.
Desenhas nas tuas fragosas entranhas
Tantas Belezas, só para alegrar as nossas Almas!


Nas voltas que o Douro Dá!. 
 Eu me debruço a pensar... 
Foi Deus que as moldou por lá, 
Para nós as podermos olhar! 

Oh Rio Douro das claras águas!
Que daqui as levas para o mar. 
Leva contigo as minhas mágoas,
Porque eu as não posso levar!  

Eu olho Rio abaixo, Rio acima,
E tu sempre segues no teu caminhar.
Eu te faço os meus versos com rima,
Das saudades que tenho do teu navegar!
(In: "POESIAS SOLTAS" )
De: Silvino Potêncio – Emigrante Transmontano em Natal - Brasil 

 
Silvino Potêncio
Enviado por Silvino Potêncio em 04/03/2019
Alterado em 19/11/2019
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